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Sabe como é feita a caracterização de materiais de construção relativamente às emissões poluentes?

13 - 07 - 2018
Os materiais de construção são reconhecidos atualmente como sendo fontes importantes de compostos orgânicos voláteis (COVs) e formaldeído. Os COVs emitidos pelos materiais de construção classificam-se em primários e secundários. Os poluentes primários são em geral COVs de baixa massa molecular, como resíduos de solventes, aditivos e matéria-prima não transformada na produção dos materiais. Os poluentes secundários são COVs resultantes de reações diversas tais como hidrólise ou oxidação degradativa, de ação microbiológica e de processos de reemissão de COVs adsorvidos.

A caracterização de emissões dos materiais de construção de um edifício in situ é extremamente difícil, devido à presença simultânea de vários materiais e ao grande número de parâmetros que influencia as emissões e as concentrações de poluentes no ar, tais como a temperatura, a humidade relativa, a taxa de ventilação e a velocidade do ar à superfície do material. 

O método considerado mais apropriado para o estudo das emissões consiste em utilizar uma câmara de teste, onde haja a possibilidade de simular controladamente as condições físicas do ambiente interior. A câmara de teste será a reprodução de uma sala, em que existe apenas um material, aquele que é o objeto do estudo. Esta técnica permite obter as informações padronizadas, necessárias para que se possa comparar a qualidade de diferentes materiais. Existem vários modelos de câmara de teste que variam quer nas dimensões, quer no tipo de materiais utilizados. As câmaras de teste devem ser concebidas em materiais inertes (aço inoxidável ou vidro) e existem câmaras com dimensões variáveis entre 35 cm3 e 1,5 m3.

As câmaras de teste devem cumprir com algumas exigências no que respeita à pureza do ar no seu interior, ao controlo rigoroso dos parâmetros experimentais e respetiva precisão que condicionam as emissões de COVs e as respetivas concentrações na atmosfera (temperatura, HR, velocidade do ar à superfície dos materiais e taxa de ventilação), existência de fugas e eficiência da mistura do ar. 

No INEGI, temos um conjunto de serviços na área da qualidade do ar interior que garantem uma resposta efetiva às empresas, suportada pelo Laboratório de Qualidade do Ar Interior, o único laboratório nacional acreditado  a dedicar-se à caracterização detalhada COVs.